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Vermelha e Branca fala da boemia cantagalense no seu enredo

  • Fonte: Assessoria de Comunicação
  • Publicado em: 11/02/2016

Escola desfila mais modesta e relembra as décadas de 1940 e 1950, quando a criatividade dos músicos surgia dentro de bares da cidade

Cantagalo – Com um desfile completamente modesto, tendo em vista a crise econômica, o que levou a Prefeitura a cancelar as subvenções dadas a escolas e blocos de embalo este ano, a Unidos de Cantagalo, a popular Vermelha e Branca, desceu a avenida na noite de domingo, 7 de fevereiro, para cantar e contar um pouco da boemia e dos boêmios de outrora, que fizeram da cidade um cenário de criatividade, o que culminou com a aplicação de muitas dessas inspirações no próprio Carnaval.

Com o enredo ‘É boemia, amor!’, a escola de samba relembrou as cantorias e “bebedeiras” ocorridas em bares da cidade, especialmente no extinto ‘Bar do Bilé’, considerado um palco importante da boemia, dos seresteiros e carnavalescos da cidade, que se reuniam para cantar, bater papo, beber e potencializar a criativa nas décadas de 1940 e 1950.

Este ano, a agremiação desfilou com menos alas e apenas dois carros alegóricos: o galo abre-alas e o das tulipas de cerveja, que fechou o desfile. “A própria ideia de fundação da nossa escola, que está completando 55 anos, surgiu num momento de inspiração guiado pela empolgação trazida entre um gole e outro de uma “bebedeira”. Naqueles momentos, o ócio criativo era aguçado e os dons de criação dos nossos poetas e compositores culminavam em muitas cantorias entre nossos talentosos seresteiros. E essa história a gente conta na passarela do samba”, relata o presidente da Unidos de Cantagalo, Alessandro Storck Figueira.

O prefeito Saulo Gouvêa e o secretário de Turismo, Esportes, Certames e Lazer, Raphael Jevaux, vestindo as cores da escola, entregaram o troféu de participação à diretoria da agremiação no meio da passarela.

Fotos: Gilmar Marques