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No próximo dia 28 de junho, às 18 horas, no auditório do Centro Cultural Professora Amélia Thomaz, os moradores de Cantagalo e região poderão assistir dois belos e aguardados documentários.

  • Fonte: Assessoria de Comunicação
  • Publicado em: 25/06/2024
  • Assunto: Cultura
O primeiro, “O Barão de Cantagalo e a Fazenda Santana”, de autoria de Álvaro Lutterback, vai apresentar a vida do Coronel Augusto de Souza Brandão, que em 1883 recebeu o título de Barão de Cantagalo e foi um dos homens mais importantes da região. Ele comandou com sabedoria e mãos de ferro a Fazenda Santana, que chegou e ter 300 escravizados e produziu mais de 10.000 arrobas de café por ano.
 
Com apenas 25 minutos de duração, o documentário vai trazer detalhes da vida do Barão, desde o seu nascimento até a sua morte, com fatos que marcaram a vida deste político e nobre que comprou a Fazenda Santana e a transformou numa das mais produtivas e lucrativas propriedades agrícolas no Brasil Imperial.
 
O documentário também vai abordar a vida social na Grande Cantagalo dos 1800, com a visita de D. Pedro II e a família imperial, da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, das grandes festas no Theatro , da chegada do trem e dos melhoramentos realizados pelo Coronel Augusto Brandão quando esteve a frente da vida política.
 
O segundo documentário, “A Escravidão em Cantagalo: os modos de viver de 17 mil homens e mulheres escravizados”, de Nice Erthal, vai apresentar em 25 minutos, os detalhes do cotidiano dos escravizados na Grande Cantagalo nos 1800, com base em relatos de visitantes, estudiosos, botânicos e cientistas que visitaram a região neste período e deixaram livros e narrativas.
 
“A Escravidão em Cantagalo” vai focar nas grandes propriedades produtoras de café, no sofrimento dos escravizados, no domínio e poder do Barão de Nova Friburgo, Antônio Clemente Pinto, que era dono da Fazenda do Gavião, Areias, São Clemente, Itaoca, Bem Posta e muitas outras.
 
A Grande Cantagalo no século XIX foi palco de inúmeras histórias marcadas pela intensa exploração do trabalho de escravizados , que produziram dolorosas narrativas.
 
É um encontro de Memória e História, após mais de 10 anos de pesquisa.