Notícias e Informativos

Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário alerta para Segunda Etapa da Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa

  • Fonte: Assessoria de Comunicação - Escrito por: Bruno Palma
  • Publicado em: 13/11/2019
  • Assunto: Agricultura

Termina no dia 30 deste mês mais uma etapa da vacinação contra a febre aftosa. Nessa etapa da campanha, todos os bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade deverão ser vacinados. A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário alerta para a importância da imunização do rebanho, conforme o calendário oficial de vacinação.

O Estado do Rio de Janeiro está há 22 anos sem o registro da doença em seu rebanho e hoje, possui o status de área livre de aftosa com vacinação.

Para o secretário estadual de Agricultura, Marcelo Queiroz, é fundamental o envolvimento de toda a cadeia produtiva nas etapas de vacinação. Segundo ele, é mais uma etapa para alertar a todos, envolvidos ou não com a atividade pecuária, sobre a importância de se defender contra a Febre Aftosa.

É importante lembrar que todos os criadores devem estar atentos aos prazos para a imunização e de declaração da vacinação junto à defesa agropecuária ou postos municipais, com a nota fiscal de compra das vacinas.

Após a vacinação é obrigatória a apresentação da Declaração de Vacinação em um dos Núcleos de Defesa Agropecuária ou Postos Municipais onde esta localizada a propriedade.  O Núcleo de Defesa Agropecuária mais próximo para os produtores de Cantagalo fica localizado em Cordeiro no Posto Zootécnico.

O processo de vacinação e a declaração são fundamentais para a comercialização de produtos como carne e leite, e também, para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que autoriza o produtor a circular com seus animais. A declaração de vacinação e a atualização do rebanho existente deverão ser efetivadas, on-line ou pessoalmente, até o dia 11 de dezembro de 2019. Este documento poderá ser entregue, juntamente com a nota fiscal de compra da vacina, em um de nossos escritórios de atendimento.

A vacinação faz parte do processo de prevenção da reintrodução do vírus da Febre Aftosa no rebanho brasileiro, por isso sua importância para a manutenção do nosso status de livre da doença e evolução para a futura retirada da vacina. 

Raiva e brucelose

Todos os produtores com equídeos no rebanho, também devem atualizar o seu cadastro junto à Defesa Agropecuária. É obrigatório vacinar bezerras entre três e oito meses de idade, contra brucelose e vacinar os bovídeos e equídeos, também a partir de três meses de idade, anualmente contra a raiva.

Redução a partir de 2019

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aprovou a nova vacina contra febre aftosa, que já está disponível no mercado. A dose mudou, passando a ser de 2 ml por animal, diferente da vacina antiga, quando eram usados 5 ml por animal. A aprovação da nova vacina está prevista na Instrução Normativa nº 11, publicada no Diário Oficial da União em 22 de janeiro de 2018, e a comercialização da vacina antiga está proibida.

A subsecretária, Danielle Kalkmann Araújo, alerta para que os criadores fiquem atentos a essa mudança e para aplicação da dose correta. “Isso é importante para que a vacina não falte no mercado e para que o criador não tenha prejuízos financeiros comprando mais doses do que o necessário”, explicou.

Os sintomas 

Os principais sintomas da febre aftosa são feridas na boca, nas tetas e no casco. Os animais doentes salivam em excesso e andam com dificuldade. Por não conseguir se alimentar, o gado contaminado apresenta enfraquecimento e perda de peso. Muitas doenças apresentam sintomatologia semelhante à febre aftosa, por isso a notificação imediata desses sinais clínicos deve ser feita ao Serviço de Defesa Agropecuária da Seagri, que colherá material adequado para o diagnóstico em laboratório.

Em 1998, o Brasil recebeu o primeiro reconhecimento de zona livre de febre aftosa, obtido com a vacinação em massa nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O DF alcançou essa categorização dois anos depois, por não registrar incidência da doença desde 1993.

Cuidados:

– Comprar as vacinas somente em lojas registradas;

– Verificar se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2°C e 8°C;

– Para transportá-las, usar uma caixa térmica, colocar três partes de gelo para uma de vacina e lacrar;

– Manter a vacina no gelo até o momento da aplicação;

– Escolher a hora mais fresca do dia e reunir o gado. Lembrar que só devem ser vacinados bovinos e búfalos;

– Durante a vacinação, manter a seringa e as vacinas na caixa térmica e usar agulhas novas, de preferência do tamanho 15mm por 18mm, limpas;

– Lembrar que a higiene e a limpeza são fundamentais;

– Agitar o frasco antes de usar e aplicar a dosagem certa em todos os animais. A partir de 2019, a dose é de 2 ml;

– Aplicar na tábua do pescoço, embaixo da pele, com calma;

– Preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do Estado, junto com a nota fiscal de compra da vacina.