Hino de Cantagalo

Letra: Dr. Arthur Nunes da Silva

“Minha terra tem palmeira”
Em cujos seios macios
Manhãs e tardes inteiras
Cantam melros luzidios.

Suas manhãs vêm surgindo
Ao som de risos e festas,
E no seio das florestas
Reina a alegria também.

O seu céu azul é lindo,
Rescende aromas de flores.
Sua relva tem mil cores,
Mil cores seus prados têm.

“Minha terra tem palmeira”
Em cujos seios macios
Manhãs e tardes inteiras
Cantam melros luzidios.

Suas tardes são carícias
Do dia à face dos lagos;
Andam no ar meigos afagos
Das brisas, mansas, gentis.

As minhas belas patrícias
Afinam, lindas, faceiras,
No gemer das cachoeiras,
As suas vozes sutis.

“Minha terra tem palmeira”
Em cujos seios macios
Manhãs e tardes inteiras
Cantam melros luzidios.

Suas noites enluaradas
São como sonhos divinos;
Parece que, ao vê-las, hinos
Ecoam no céu de anil.

Sonham em torno as quebradas
Todas cobertas de sombras;
E sobre a verdes alfombras
Paira um sorriso Gazil.

“Minha terra tem palmeira”
Em cujos seios macios
Manhãs e tardes inteiras
Cantam melros luzidios.

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Marcha de Cantagalo

Letra: Biju
Música: Pastel

Salve, Salve Cantagalo
Terra de beleza e encantos mil
Com seu povo nobre e hospitaleiro
Terra da morena gentil…

Oh! Torrão abençoado,
Glória de um passado encantador,
Que faz parte do Brasil amado,
Terra do riso e do amor.

Terra altaneira,
Que enche de encanto os visitantes,
Lindas palmeiras,
Que nos deixam extasiantes

E os negros melros
Que gorjeiam ao nascer do dia,
Com seu canto divinal…
Fazem alvorada inicial…

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Cronologia de vida e obra de Euclides da Cunha

Autor de “Os Sertões”

1866 – Dia 20 de janeiro. Nasce Euclides da Cunha, na Fazenda Saudade, em Cantagalo-RJ. Filho de Manuel Rodrigues Pimenta da Cunha e Eudóxia Moreira da Cunha. Batizado a 24 de novembro.

1870 – Transfere-se para Teresópolis e passa a residir com a família dos tios. O menino se sente duplamente órfão: morre a tia Rosinha, que vinha desempenhando o papel de substituta da mãe, que falecera em 1869.

1879 – Regresso ao Rio. Mora na casa do tio paterno Antônio Pimenta da Cunha, numa chácara no Largo da Carioca.

1881 – Depois de passar instavelmente por vários colégios, em 1885 se matricula na Escola Politécnica.

1885 – Começa a escrever em versos o caderno manuscrito de As Ondas.

1886 – Entra na Escola Militar da Praia Vermelha, como cadete nº 308. Escreve poesias.

1888 – Com o título de A Pátria e a Dinastia, publica a 22 de dezembro com as iniciais E.C., o seu primeiro artigo na Província de São Paulo (atual: O Estado de São Paulo).
Inicia colaboração permanente, no mesmo jornal, com o pseudônimo de Proudhon.

1889 – Entra para a Escola Politécnica quatro dias após a proclamação da República. É promovido alferes-aluno do Exército. Começa a colaborar na Gazeta de Notícias, do Rio.

1890 – Matricula-se na Escola Superior de Guerra e completa o curso de Artilharia. É promovido a Segundo-Tenente. Em setembro casa-se com Anna Ribeiro, filha do General Solon Ribeiro, figura de proa da proclamação da República.

1892 – Inicia sua colaboração em O Estado de São Paulo.

1897 – A convite de Júlio Mesquita, segue como correspondente do Estado para o sertão da Bahia. Chega a Canudos em setembro. Com o material colhido, escreve os apontamentos iniciais de Os Sertões. Terminada a luta, abalado com o que presenciara, regressa ao Rio de Janeiro.

1898 – Estando no Estado as primeiras amostras de Os Sertões. Parte para São José do Rio Pardo, onde começará a escrever a forma definitiva de Os Sertões, que ficaria pronto em maio de 1900.

1902 – Em maio, recebe as primeiras páginas impressas de Os Sertões, lançado em dezembro. É retumbante o êxito de crítica e de venda. A primeira edição esgota-se logo.

1903 – Em 21 de setembro, é eleito para a cadeira nº 07 da Academia Brasileira de Letras.

1905 – Mora em Manaus. Como chefe da expedição de reconhecimento do Alto Purus, parte para as nascentes do rio em 5 de abril. Contrai impaludismo. Doente, regressa a Manaus e apresenta em dezembro a ata de encerramento dos trabalhos das comissões.

1906 – Volta ao Rio e torna-se adido do Gabinete do Barão do Rio Branco, seu grande amigo. Aparece em publicação oficial, seu relatório do Alto Purus. Em dezzembro, enfim, toma posse na cadeira nº 07 da Academia Brasileira de Letras.

1907 – Publica, por uma editora de Lisboa, Contrastes e Confrontos, reunião de artigos e estudos. Em setembro publica Peru versus Bolívia.

1908 – Conclui A Margem da História, livro de estudos brasileiros cuja publicação ocorreu em Portugal depois da morte do autor.

1909 – Presta exames no Pedro II, na época Colégio Nacional. tira 2º lugar é é nomeado professor. Dia 13 de agosto, a última aula. Em 15 de agosto, aos 43 anos, chega armado ao subúrbio carioca da Piedade, onde, na Estrada Real de Santa Cruz, 214, numa troca de tiros com o cadete Dilermano de Assis, amante de sua esposa, é assassinado no jardim. A tragédia abala o Brasil.